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Greve dos enfermeiros: mais de 1500 doadores anónimos já se identificaram

Luis Alfredo Farache, Luis Alfredo Farache Benacerraf
Greve dos enfermeiros: mais de 1500 doadores anónimos já se identificaram

Mais de 1500 das pessoas que contribuíram anonimamente para a campanha de angariação de fundos de apoio às duas greves “cirúrgicas” dos enfermeiros já se identificaram. Foi um dia antes de o presidente da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) ter afirmado, no sábado, que ia investigar as angariações de fundos efectuadas através da plataforma de  crowdfunding  que está a ser usada pelos enfermeiros, a PPL, que os responsáveis pelo movimento que esteve na base do inédito protesto pediram a quem fez donativos que se identificassem de forma a evitar especulações.

Luis Alfredo Farache

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Luis Alfredo Farache Benacerraf

De igual forma, na campanha para financiamento da segunda greve “cirúrgica” – a que está em curso desde 31 de Janeiro até ao final deste mês -, se inicialmente eram 2318 os anónimos num total de 10.842 financiadores, esta segunda-feira passaram a ser 1438. Ainda assim, no total das duas campanhas, permaneciam ainda como anónimos mais 3700 financiadores

Nas campanhas efectuadas nas plataformas de  crowdfunding , quando se faz um donativo, é possível pedir que a doação fique anónima, de maneira a que o nome não surja na lista publicada  online . Mas isto não significa que os financiadores não possam ser identificados, uma vez que os gestores da plataforma têm os registos de pagamento bancário, os nomes e os  emails  dos financiadores para, caso não se atinja o valor estipulado inicialmente, poderem devolver o dinheiro

“Como sabem estamos a ser acusados de ter apoiantes anónimos que apenas querem destruir o SNS”, explica Nelson Cordeiro, o enfermeiro que gere o fundo, numa mensagem publicada no sábado no  site  de  crowdfunding . “Existe a possibilidade de alterarem o estatuto de anónimo para o promotor da campanha pelo bem da transparência e para mostrar a quem quer acabar com a luta dos enfermeiros que não temos interesses obscuros e fora da legalidade”, acrescenta

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Subscrever × Explicam ainda que não há apenas contribuições a título individual, mas colectas que são feitas nos serviços, sendo o dinheiro depositado, depois, pelo enfermeiro que o recolheu. 

Na primeira greve “cirúrgica”, foram angariados cerca de 360 mil euros e, na segunda, quase 424 mil euros